Mensagens-chave para médicos em formação e estudantes

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Tenham em consideração estas mensagens, para além daquelas destinadas aos grupos-alvo específicos relacionados com a vossa área de especialização.

 

Coisas que podem fazer

1. Aprender e aplicar todas as recomendações em matéria de uso de antibióticos e de prevenção e controlo de infeções relevantes para a respetiva área de especialização [consenso dos especialistas].

2. Quando virem um antibiótico prescrito, perguntar ao prescritor a indicação, escolha, dose, via de administração e duração do tratamento, para entender se estão em conformidade com as orientações em matéria de antibióticos [69].

3. Se virem membros do pessoal do hospital ou de outro contexto de prestação de cuidados de saúde a infringirem as orientações ou os protocolos, perguntar-lhes porque o fazem e dar-lhes ferramentas que lhes permitam compreender o que estão a fazer de errado [69] [consenso dos especialistas].
 

4. Antes de prescrever um antibiótico, deverão [25,26,53,70] [consenso dos especialistas]:

  • Procurar orientação e aconselhamento de um colega sénior ou de um membro da equipa de gestão de uso de antibióticos;
  • Verificar os dados epidemiológicos locais, regionais e nacionais.

5. Documentar a indicação de tratamento com antibiótico, a escolha de fármaco, a dose, a via de administração e a duração do tratamento na ficha do doente[31,42,70,71].

6. Responder às questões-chave que se seguem para otimizar a terapêutica antibiótica. Em caso de dúvida, consultar a equipa de gestão de uso de antibióticos [31,42,53,70,71]: 

  • Existe probabilidade elevada de infeção bacteriana, e não de colonização ou infeção viral?
  • Foram colhidas as culturas adequadas antes de iniciar a terapêutica antibiótica?
  • Verificou se houve utilização recente de antibiótico ou terapêutica imunossupressora, hospitalização ou institucionalização recente, viagem recente para fora da Europa, resultados microbiológicos dos 3 meses anteriores, alergias a fármacos?
  • O doente apresenta uma infeção passível de ser tratada com antibióticos?

Em caso afirmativo:

     i. O doente está a tomar o(s) antibiótico(s) certo(s), na dose certa e através da via de administração certa?
     ii. Seria possível usar um antibiótico de espetro mais estreito para tratar a infeção?
     iii.  Durante quanto tempo deverá o doente tomar o(s) antibiótico(s)?

7. Garantir que os doentes (e respetivas famílias) entendem os motivos da terapêutica antibiótica, bem como os pontos essenciais relacionados com o uso de antibióticos, inclusive para que [31,69] [consenso dos especialistas]:

  • Tomem os antibióticos da forma prescrita;
  • Nunca os guardem para tomar posteriormente;
  • Nunca usem antibióticos que tenham sobrado de tratamentos anteriores;
  • Nunca partilhem antibióticos que tenham sobrado com outras pessoas.