Mensagens-chave para gestores/administradores hospitalares

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Tarefas

1. As respetivas tarefas relacionadas com a melhoria do uso de antibióticos incluem [31,42,56,71,75]:

  • Criar uma equipa multidisciplinar para o programa de gestão de uso de antibióticos do seu hospital. Esta equipa deverá incluir infeciologistas, microbiologistas clínicos e farmacêuticos, e deverá receber financiamento e recursos dedicados;
  • Apoiar a implementação de orientações para a prescrição de antibióticos e medidas de prevenção e controlo de infeções;
  • Implementar atividades educativas e formações direcionadas para:
    • Otimizar o diagnóstico e o controlo terapêutico dos doentes;
    • Garantir que as recomendações de gestão de uso de antibióticos sejam seguidas;
    • Responder a fatores comportamentais associados à utilização incorreta de antibióticos;
    • Reforcem a prevenção e o controlo de infeções associadas aos cuidados de saúde e da propagação de bactérias resistentes aos antibióticos.
  • Incentivar os prescritores e os líderes da equipa de gestão de uso de antibióticos a colaborarem e realizarem auditorias proativas e a darem o respetivo feedback.
  • Definir indicadores de qualidade e métricas quantitativas para medir os progressos e resultados do programa de gestão de uso de antibióticos;
  • Garantir que os antibióticos indicados no formulário hospitalar estão sempre disponíveis; e
  • Garantir que o uso racional de antibióticos e a prevenção da resistência aos antibióticos são «áreas de ação prioritária» no plano anual do hospital.

 

Coisas que devem saber

2. Os programas de gestão de uso de antibióticos, juntamente com práticas de prevenção e controlo de infeções, podem aumentar a segurança dos doentes e a qualidade dos cuidados prestados, bem como reduzir os custos hospitalares em todos os serviços, graças a um melhor uso dos antibióticos, bem como a uma diminuição das infeções por C. difficile e outros eventos adversos [19,42].

 

Exemplo

A implementação de programas de gestão de uso de antibióticos teve os seguintes resultados [46]:

  • Redução de 20 % no consumo de antibióticos;
  • Redução da incidência de infeções adquiridas em meio hospitalar;
  • Diminuição da duração dos internamentos; e
  • Redução de 33 % nos custos com antibióticos.

3. Os infeciologistas, microbiologistas clínicos e farmacêuticos clínicos são todos líderes essenciais na equipa de gestão de uso de antibióticos [56,76].

4. Muitos prescritores e outros profissionais de saúde consideram que a formação que receberam sobre o uso racional de antibióticos é insuficiente. Apelam a orientações locais e formação específica sobre o uso de antibióticos, bem como equipas de gestão de uso de antibióticos [25,27].

5. Os médicos são responsáveis pelo que prescrevem e têm de estar plenamente envolvidos na tomada de decisão partilhada com a equipa de gestão de uso de antibióticos [42].

6. Para que as equipas de gestão de uso de antibióticos tenham êxito, precisam do apoio ativo de outros profissionais essenciais nos hospitais, como os profissionais de prevenção e controlo de infeções, os profissionais que trabalham no serviço de urgência, os epidemiologistas hospitalares, os enfermeiros e os informáticos [42,77].

7. Melhorar o uso de antibióticos no serviço de urgência pode conduzir a um melhor uso dos antibióticos em toda a organização, uma vez que o serviço de urgência é um ponto de entrada comum para o internamento [77].

8. Tanto medidas restritivas como persuasivas podem diminuir o uso de antibióticos [19,43,54,56]:

  • As medidas restritivas incluem decisões de pré-aprovação e pós-autorização para antibióticos específicos;
  • As medidas persuasivas incluem auditorias proativas e feedback por parte de infeciologistas, microbiologistas e farmacêuticos.

 

9. As orientações em matéria de antibióticos e sessões e rondas formativas regulares melhoram a forma como os médicos controlam as infeções [78].
 

10. Determinadas estratégias estruturais podem melhorar a prescrição de antibióticos e os resultados para o doente. Entre estas incluem-se [54,79-81]:

  • decisões com suporte informático, que associam a indicação clínica a dados microbiológicos e dados de prescrição; e
  • a utilização de testes de diagnóstico rápidos e ponto de cuidado.

 

Coisas que podem fazer no hospital ou instituição onde trabalham

11. Apoiar a respetiva equipa multidisciplinar de gestão de uso de antibióticos, nomeando líderes específicos em matéria de responsabilidade e conhecimentos farmacológicos, e definindo os papéis de outros grupos-chave em termos de apoio [42,71].
 

12. Priorizar as políticas de gestão de uso de antibióticos e de prevenção e controlo de infeções, bem como estratégias e atividades que promovam um uso racional dos antibióticos e evitem a propagação de bactérias resistentes aos antibióticos [31,71].
 

13. Disponibilizar financiamento e recursos para um programa de gestão de uso de antibióticos (incluindo, por exemplo, salários para pessoal dedicado, competências informáticas, testes de diagnóstico rápido no ponto de prestação de cuidados) [31].
 

14. Financiar e promover atividades educativas, formação e reuniões sobre a gestão de uso de antibióticos e a resistência aos antibióticos destinadas a todos os profissionais de saúde (médicos, infeciologistas, farmacêuticos, microbiologistas e pessoal de enfermagem) [19,53,56].
 

  1. Reforçar as atividades de vigilância ao uso de antibióticos e à resistência aos antibióticos [56].
     
  2. Promover o cumprimento das orientações baseadas em evidências no diagnóstico e controlo de infeções comuns, bem como na profilaxia antibiótica perioperatória. Caso estas orientações não existam no hospital, devem apoiar o seu desenvolvimento [31,54,56].
     
  3. Promover a utilização de padrões locais de microbiologia e resistência aos antibióticos na definição de orientações e nas escolhas empíricas de antibióticos [31].
     
  4. Promover o cumprimento de orientações baseadas em evidências para as medidas de controlo de infeções, no sentido de reduzir a transmissão de bactérias resistentes a antibióticos [82].
     
  5. Promover auditorias proativas e garantir que cada prescritor recebe feedback [54,56].
     
  6. Promover a revisão por pares das prescrições de antibióticos e do controlo de infeções, bem como incentivar a comunicação entre profissionais de saúde [71].