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Quando devo tomar antibióticos?

Os antibióticos não são a solução para infecções causadas por vírus, como as vulgares constipações ou a gripe. Os antibióticos apenas são eficazes contra infecções bacterianas. Apenas um médico pode realizar o diagnóstico correcto e decidir se um antibiótico é ou não necessário.

Lembre-se: Os antibióticos não são eficazes contra gripes ou constipações!

  • Os antibióticos apenas são eficazes contra infecções bacterianas – não irão ajudar a recuperar de infecções causadas por vírus como constipações comuns ou gripes [1].
  • Os antibióticos não evitam a propagação de vírus para outras pessoas.
  • Tomar antibióticos pelas razões erradas, como em caso de constipações ou de gripe, não lhe irá trazer qualquer benefício [1, 2].
  • A utilização inadequada de antibióticos resulta apenas no desenvolvimento de resistência aos tratamentos com antibióticos por parte das bactérias [3, 4, 5]. Por conseguinte, quando necessitar de tomar antibióticos no futuro, estes poderão já não funcionar [6].
  • Os antibióticos têm frequentemente efeitos secundários, como diarreia [1, 2, 7, 8].
  • Respeite sempre os conselhos do médico antes de tomar antibióticos.

Como devo tomar antibióticos?

Quando o médico tiver confirmado que necessita de antibióticos, é muito importante tomá-los de forma responsável.

Lembre-se: Tome os antibióticos de forma responsável!

  • A utilização de antibióticos resulta no desenvolvimento de resistência aos tratamentos com antibióticos por parte das bactérias [3, 4, 5], por isso, é importante não tomar antibióticos pelas razões erradas ou de forma incorrecta [1, 2, 9].
  • Tome antibióticos apenas quando prescritos por um médico e respeite os conselhos do médico sobre como tomá-los de modo a que possam manter a sua eficácia também no futuro.
  • Não guarde restos de antibióticos não utilizados [10]. Caso tenha recebido mais doses que as que lhe foram prescritas, pergunte ao seu farmacêutico como pode eliminar os medicamentos excedentes.  

Por que razão devo tomar antibióticos de forma responsável?

A utilização errada ou incorrecta de antibióticos pode resultar no desenvolvimento de resistência nas bactérias contra tratamentos futuros. Trata-se de um perigo para a saúde não só da pessoa que tomou os antibióticos de forma inadequada, como também para todas as outras pessoas que mais tarde podem contrair a bactéria resistente.

Lembre-se: Manter a eficácia dos antibióticos é uma responsabilidade de todos!

  • Os antibióticos estão a perder eficácia a um ritmo que era imprevisível até mesmo há cinco anos [11]. Isto deve-se ao facto de a utilização de antibióticos ter resultado no desenvolvimento de resistência aos tratamentos por antibióticos pela parte das bactérias [3–5].
  • Caso continuemos a consumir antibióticos como até agora, a Europa poderá regressar à era pré-antibióticos, em que uma infecção bacteriana comum, como uma pneumonia, podia ser uma sentença de morte [12, 13]. Deste modo, quando necessitar de antibióticos no futuro, estes poderão já não funcionar [6].
  • Não utilize antibióticos pelas razões erradas nem incorrectamente [1, 2, 9].
  • Respeite sempre os conselhos do médico acerca de quando e como utilizar os antibióticos de forma responsável, de modo a que estes possam conservar a sua eficácia no futuro.

Referências

  1. Arroll B, Kenealy T. Antibiotics for the common cold and acute purulent rhinitis. Cochrane Database of Systematic Reviews 2005, Issue 2. Art. No.: CD000247.
  2. Fahey T, Stocks N, Thomas T. Systematic review of the treatment of upper respiratory tract infection. Arch Dis Child 1998;79(3):225-30.
  3. Malhotra-Kumar S, Lammens C, Coenen S, Van Herck K, Goossens H. Effect of azithromycin and clarithromycin therapy on pharyngeal carriage of macrolide-resistant streptococci in healthy volunteers: a randomised, double-blind, placebo-controlled study. Lancet 2007;369(9560):482-90.
  4. Donnan PT, Wei L, Steinke DT, Phillips G, Clarke R, Noone A, Sullivan FM, MacDonald TM, Davey PG. Presence of bacteriuria caused by trimethoprim resistant bacteria in patients prescribed antibiotics: multilevel model with practice and individual patient data. BMJ 2004;328(7451):1297-301.
  5. London N, Nijsten R, Mertens P, v d Bogaard A, Stobberingh E. Effect of antibiotic therapy on the antibiotic resistance of faecal Escherichia coli in patients attending general practitioners. J Antimicrob Chemother 1994;34(2):239-46.
  6. Daneman N, McGeer A, Green K, Low DE; for the Toronto Invasive Bacterial Diseases Network. Macrolide resistance in bacteremic pneumococcal disease: implications for patient management. Clin Infect Dis 2006;43(4):432-8.
  7. Fahey T, Smucny J, Becker L, Glazier R. Antibiotics for acute bronchitis. Cochrane Database of Systematic Reviews 2004, Issue 4. Art. No.: CD000245.
  8. Shehab N, Patel PR, Srinivasan A, Budnitz DS. Emergency department visits for antibiotic-associated adverse events. Clin Infect Dis 2008;47:online. DOI: 10.1086/591126.
  9. Guillemot D, Carbon C, Balkau B, Geslin P, Lecoeur H, Vauzelle-Kervroëdan F, Bouvenot G, Eschwége E. Low dosage and long treatment duration of beta-lactam: risk factors for carriage of penicillin-resistant Streptococcus pneumoniae. JAMA 1998;279(5):365-70.
  10. Grigoryan L, Burgerhof JG, Haaijer-Ruskamp FM, Degener JE, Deschepper R, Monnet DL, Di Matteo A, Scicluna EA, Bara AC, Lundborg CS, Birkin J, on behalf of the SAR group. Is self-medication with antibiotics in Europe driven by prescribed use? J Antimicrob Chemother 2007;59(1):152-6.
  11. European Antimicrobial Resistance Surveillance System. EARSS Annual Report 2006. Bilthoven, Netherlands: National Institute for Public Health and the Environment, 2007.
  12. Cohen ML. Epidemiology of drug resistance: implications for a post-antimicrobial era. Science 1992;257(5073):1050-5.
  13. Austrian R. The pneumococcus at the millennium: not down, not out. J Infect Dis 1999;179 Suppl 2:S338-41.

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