Mensagens-chave para farmacêuticos hospitalares

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Tarefas

1. As respetivas tarefas relacionadas com a melhoria do uso de antibióticos incluem [42,56,76,94,95]:

  • Participar na equipa de gestão de uso de antibióticos, como membro essencial da equipa;
  • Colaborar com o infeciologista e o microbiologista clínico na implementação do programa de gestão de uso de antibióticos;
  • Melhorar a qualidade da prescrição de antibióticos (por exemplo, verificando se existem interações medicamentosas, otimizando a dosagem e a via de administração, evitando acontecimentos adversos);
  • Aconselhar os prescritores no hospital e dar-lhes feedback para garantir a qualidade da prescrição de antibióticos;
  • Implementar intervenções relativas às restrições ao formulário, tais como requisitos de pré-aprovação e pós-autorização, e avaliar o cumprimento destas restrições;
  • Analisar dados sobre o uso de antibióticos e os custos associados para fins de vigilância e avaliação comparativa;
  • Apoiar orientações hospitalares sobre antibióticos com base em evidências no caso de infeções comuns e profilaxia em cirurgia;
  • Contribuir para o formulário de antimicrobianos do hospital (ou seja, a lista de fármacos de que os prescritores dispõem).

 

Coisas que devem saber

2. O cumprimento das restrições ao formulário, bem como os requisitos de pré-aprovação e pós-autorização de antibióticos específicos, diminui o uso destes antibióticos nas unidades de cuidados intensivos [43].

3. As substituições da administração parentérica pela administração oral, conduzidas por farmacêuticos, melhoram os resultados clínicos (por exemplo, reduzindo a duração da terapêutica parentérica sem ter um impacto negativo nos resultados clínicos) [56].

4. Formulários de prescrição especiais limitam a duração da profilaxia antibiótica perioperatória e reduzem a incidência de infeções no local da cirurgia, o uso de antibióticos e os custos associados [56].

5. Os farmacêuticos podem ter vários papéis no serviço de urgência, incluindo a disponibilização de feedback em tempo real e o aconselhamento em relação às práticas de prescrição, bem como a identificação de interações medicamentosas. Tudo isto reduz a duração dos tratamentos e os custos globais dos cuidados [77].

 

Coisas que podem fazer ou em que podem colaborar

6. Apoiar o desenvolvimento e a implementação de um programa de gestão de uso de antibióticos na organização [69,94].

7. Dar feedback e aconselhamento aos prescritores sobre a escolha de antibiótico, a dose, a otimização da duração e a via de administração.[31,94]

8. Incentivar os médicos a procederem a substituições da administração parentérica pela administração oral no momento adequado [56].

9. Verificar se as prescrições de antibióticos seguem os protocolos de tratamento com antibióticos, com base em orientações baseadas em evidências. Se virem membros do pessoal do hospital ou de outro contexto de prestação de cuidados de saúde a infringirem as orientações ou os protocolos, perguntar-lhes porque o fazem e dar-lhes ferramentas que lhes permitam compreender o que estão a fazer de errado [69] [consenso dos especialistas].

10. Recolher e partilhar dados sobre o uso e os custos dos antibióticos ao nível dos serviços e do hospital [56,76].

11. Juntamente com os prescritores, fornecer aos doentes que têm de continuar a terapêutica antibiótica após a alta informações sobre o uso de antibióticos em casa [31].

12. Dar formação regular aos prescritores do hospital sobre o uso racional de antibióticos e participar em reuniões sobre a implementação de orientações hospitalares relativas a antibióticos baseadas em evidências [31,53,94,95].